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Agosto Lilás: números de ocorrências de agressão contra mulheres em SG assustam 

O Centro Especializado de Orientação à Mulher (Ceom) atendeu 912 mulheres nos primeiros sete meses deste ano. Foram cerca de 130 mulheres por mês buscando algum tipo de ajuda após sofre maus tratos em casa, no trabalho ou na rua.

Nos primeiros dias do mês dedicado à Conscientização pelo fim da Violência contra a Mulher — Agosto Lilás –, o Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo, registrou duas ocorrências de agressão contra mulheres. A unidade, referência no atendimento a pacientes com múltiplos traumas no Estado do Rio, prestou socorro nos sete primeiros meses deste ano a 41 mulheres — muitas menores — vitimas de agressão, estupro ou tentativa de homicidio por arma branco ou de fogo. 

 

Os casos recebidos nestes primeiros dias de agosto referem-se a uma mulher de 23 anos, que sofreu agressões no bairro Salgueiro, e outra de 25, agredida na localidade do Jockey. As vítimas foram atendidas, medicadas, liberadas e orientadas a procurar a Polícia Técnica de Tribobó, onde funciona a Sala Lilás — espaço especializado para prestar atendimento especializado às mulheres vítimas de violência — ou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).  

 

Estatísticas – O Centro Especializado de Orientação à Mulher (Ceom) atendeu 912 mulheres nos primeiros sete meses deste ano. Foram cerca de 130 mulheres por mês buscando algum tipo de ajuda após sofre maus tratos em casa, no trabalho ou na rua.

 

Paralelamente, a Sala Lilás da subsecretaria municipal de Atenção à Mulher atendeu no mesmo período outras 614 mulheres e o número de ocorrências e prisões na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da cidade também chama a atenção. 

 

Mulheres também buscaram ajuda no Pronto Socorro de São Gonçalo, no Zé Garoto. Nos últimos sete meses foram 132 boletins de atendimento. “São relatos tristes, surreais, que deixam a gente perplexa com tamanha violência, brutalidade”, garantem médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos da unidade de saúde.   

 

Agosto Lilás — Com objetivo de chamar a atenção para uma conscientização ampla da gravidade do problema que é a violência contra a mulher, a Prefeitura de São Gonçalo realiza dentro do mês Caminhada Pelo fim da Violência Contra a Mulher, palestras, exposição, debates e sessão especial de cinema..

 

— Não podemos nos calar mais diante desses absurdos que estão ocorrendo. Todos os dias temos o relato de uma mulher agredida, estuprada ou morta. O feminicídio tem que acabar e seus autores responsabilizados criminalmente. Na minha fala acrescentaria. Em São Gonçalo tem política pública para mulheres. É muito importante divulgar e falar sobre esse assunto todos os dias.– garante a subsecretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Ana Cristina da Silva.

 

PROJETOS – São Gonçalo mantém uma Feira de Artesanato para Mulheres Empreendedoras, todas as quartas e sextas-feiras, na Praça Luiz Palmier, no Centro. São mulheres em situação de vulnerabilidade social e que buscam no espaço um local para troca de experiência e diálogo.

 

No Shoppping Partage, junto ao Espaço do Conhecimento, cursos e palestras são oferecidos gratuitamente. No mesmo local também funciona o Lidera Mulher, um projeto da subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres que têm como proposta capacitar mulheres empreendedoras de São Gonçalo em parceira com o Sebrae e inseri-las no mercado de trabalho.

 

No mesmo shopping, no terceiro piso, essas mulheres realizam exposições dos seus produtos após término no curso. O projeto já esta na sua sétima turma e muitas das alunas retornaram ao mercado de trabalho. Cada turma capacita de 80 a 90 mulheres.

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